Se você calça 36, por favor, não invente de querer calçar um sapato 34 

(Isso serve para sapatos e amores)

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Desconfio de mulheres que não amam sapatos. Que nunca tiveram aquele momento de passar em frente a uma vitrine e apaixonar-se por aquele sapato envernizado, salto agulha, e se imaginar desfilando pelas ruas de algum lugar, porque é do instinto querer estar nas alturas, equilibrando-se em um salto com a postura de quem sabe aonde quer chegar. Porém, quem é a mulher que nunca se apaixonou por um sapato e, quando decidiu experimentá-lo, eis que não havia o bendito número, somente uma numeração abaixo? Frustração é a palavra que define esse momento. E é exatamente nesse ponto que se inicia aquele famoso diálogo interno, com frases do tipo: “Ah, ele vai lacear”, “Meu pé está inchado” ou até mesmo “Vou pedir para a minha irmã usar, assim ele logo estará confortável”. E assim com todas essas historinhas, e algumas outras, o sapato é finalmente levado para casa. Pois bem, a verdade é que não vai dar certo! Pode-se até calçar, dar alguns passos, forçar que seja laceado e nos primeiros momentos, mesmo sentindo o desconforto, pode-se caminhar de cabeça erguida tentando equilibrar-se no dito cujo. Todavia, se insistir em ficar com ele nos pés, eles começarão a machucar, a doer, a criar as terríveis bolhas e mesmo contra vontade, precisará tirá-lo.

Ah, Minha Cara! Quando você sentir novamente a liberdade de sair de um sapato que não lhe cabe e colocar os pés no chão, jamais irá querer calçá-los novamente.

Irá entender que nada que te pressiona é o que te cabe e que aquele lugar não é seu, literalmente não foi feito para você. Isso serve para os relacionamentos. O desejo de querer forçar um encaixe que não cabe em si. Está lá, escrito em Caps Look, 72, negrito “Tamanho 34” e você calça 36. Todas as características da incompatibilidade estão presentes nessas letras garrafais e mesmo assim o encaixe é forçado.

E, cá entre nós, a mulher sabe quando algo lhe serve, pode até ser que demore algum tempo para que assuma para si mesma, mas a realidade é que sempre sabe. Insistir é uma escolha, mas que se sabe... Ah! Sabe! Texto: Kah Marques

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