Parceria de Startup goiana desenvolve produto que pode revolucionar mercado de fruticultura


A startup goiana Nanoceuticals está conquistando o mercado europeu e, em breve, poderá apresentar seu produto inovador ao mundo inteiro: um filme desenvolvido em cooperação com a empresa suíça AgroSustain, que aumenta em até 21 dias a durabilidade de frutas e legumes, além de impedir a contaminação destes vegetais da colheita até o ponto de venda. Ainda em fase de regulamentação pelas autoridades sanitárias brasileiras, mas já em caráter experimental em alguns lugares da Europa, a expectativa é de que ele chegue ao mercado nacional em 2021, onde já há grandes redes comerciais interessadas no produto. 

A empresa goiana é especialista em desenvolver soluções tecnológicas para indústrias que atuam no ramo de ciências da vida, e iniciou sua colaboração com a companhia europeia após desenvolver um sistema em forma de filme nanoscópico, que recobre e dispersa o ativo da AgroSustain sobre as frutas, o que possibilitou ganhos para ambas as empresas em termos tecnológicos, ao potencializar as chances de sucesso do produto. 

A parceria entre a empresa brasileira e a suíça nasceu depois da participação de ambas no programa AIT-SwissNex, que é organizado pelo governo da Suíça para capacitar e fomentar a interação entre startups brasileiras e a do país europeu. O filme foi desenvolvido pela equipe técnica da Nanoceuticals, em colaboração com pesquisadores da AgroSustain, que tem um importante histórico na área de compostos bioativos antimicrobianos, utilizados para impedir a contaminação de frutas e legumes. 

A colaboração aconteceu, efetivamente, quando a Nanoceuticals desenvolveu um sistema em forma de filme nanoscópico que recobre e dispersa o ativo da AgroSustain sobre as frutas. Com essa colaboração, as duas empresas ganharam em termos tecnológicos, potencializando as chances de sucesso do produto. 

Produzido com ativos naturais e extratos vegetais produzidos no Brasil, o filme é totalmente comestível – conforme atestado pela Anvisa Nacional –, o que é importante do ponto de vista regulatório. Atualmente o produto está na fase de protótipo, embora ainda exista a barreira regulatória a ser vencida para que ele se torne um produto comercial no Brasil. Após essa etapa, ele será produzido na planta industrial da Nanoceuticals, em Aparecida de Goiânia. Do ponto de vista da concorrência internacional, o produto desenvolvido em Goiás tem diferenciais como o de ser extremamente fino, na escala nanoscópica. Essa característica reduz bastante o odor e o sabor deste recobrimento, enquanto os da concorrência possuem cheiro e sabor muito característicos. 

O filme pode ser aplicado em qualquer tipo de alimento, mas é principalmente indicado para frutas e legumes perecíveis, em que o aumento do tempo de prateleira é fundamental para a sua viabilidade comercial, sobretudo aqueles que são exportados e importados entre os hemisférios e as estações do ano. 

A ideia da Nanoceuticals foi a de desenvolver um filme dispersível, que pudesse ser facilmente aplicado na superfície das frutas, o que é um dos diferenciais do produto, dada a aplicação em larga escala, possível a partir da tecnologia desenvolvida, só realizada graças à união das tecnologias da Nanoceuticals com a AgroSustain. A chegada do produto ao Brasil não seria novidade, se ele não tivesse sido produzido por uma startup sediada em Goiás, a Nanoceuticals, empresa fundada em 2017 pelos sócios Guilherme Ferreira, João Paulo Longo e Nichollas Camargo.


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