MASP prestigia Tarsila do Amaral

Telas como o Abaporu voltam a São Paulo para exposição






"Sinto -me cada vez mais brasileira , quero ser uma pintora da minha terra " - Tarcila do Amaral 

Desde o dia 5 de maio, a exposição Tarsila Popular tem arrastado multidões ao MASP, o Museu de Artes de São Paulo, em plena Avenida Paulista, tornando-se a mais ampla exposição da artista (infelizmente não a maior), na qual reúne cerca de 92 obras entre pinturas e desenhos que abrangem todos os períodos da artista. A curadoria assinada por Fernando Oliva passeia desde a era Pau Brasil até antropofagia e sugere um conceito popular que não se limita apenas a representar paisagens brasileiras e trabalhadores mestiços.

A exposição é uma extensão do ciclo "Historias das mulheres e Historias feministas "que também apresenta no primeiro subsolo a mostra Lina bo Bardi. 

Pela primeira vez o Masp reuniu obras tão importantes como A negra, Antropofagia e O Abaporu em uma mesma sala e ainda trouxe emprestado de um museu da Russia o quadro O pescador que foi exposto pela primeira vez no Brasil.  É fácil se encantar pelas cores de Tarsila - azuis rosas violacios, amarelo vivo e verde bandeira - cores que eram consideradas caipiras e até de mal gosto pela sociedade fortemente influenciada pela estética europeia dos anos XX. 

A mostra levou dois anos para ser organizada e exigiu negociação e empréstimo com instituições de arte nacionais e internacionais. O Abaporu, por exemplo, veio emprestado do Malba em Beunos Aires e a onze anos não aparecia aqui no Brasil. Alem disso o catalogo bilíngue organizado pelo curador é o mais amplo sobre Tarsila produzido ate hoje, sao 8 textos sendo 6 inéditos e conta com 113 obras no total e pela primeira vez um material sobre Tarsila teve 85% dos textos produzidos por mulheres contando com criticas das incríveis pesquisadoras negras Amanda Carneiro e Renata Bittencourt. 

A exposição fica em cartaz até dia 23 de junho, com entrada a R$40 reais e gratuito as terças-feiras. Se você estiver por São Paulo por esses dias não deixe de fazer uma visita a exposição que se tornou um must see nos roteiros de arte da capital Paulista. 


Texto: Guilherme Santos

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